Só porque toda a gente tem

Vale o que vale e a mais não é obrigado

E tempo…?

with 8 comments

Era bom, aliás, era muito bom que o meu dia tivesse 72 horas. Ou mais. Desde a última vez em que abriram esta pagina e leram alguma coisa de novo ja passou algum, muito, tempo. Porquê? Bom, assuntos não me faltaram. Vi grandes filmes. Ouvi grandes musicas. Fui a grandes sitios. Sítios onde nunca tinha estado.

Pois é meus amigos, mas isto de escrever num sitio destes, pelo menos pra mim, é uma grande responsabilidade. Quando escrevo gosto de ter alguma coisa para dizer. E gosto que cada letra diga exactamente o que quis dizer quando a escolhi.

Tentemos:

Quando vi o filme Into the Wild, de Sean Penn, com Emile Hirsch (aqui: Soberbo), senti o que há muito não sentia numa sala de cinema – um sério arrepio. Se medirmos a qualidade de um filme pela quantidade de tempo em que nele ficamos a pensar, O Lado Selvagem, está entre os melhores de sempre. Se preferirmos ser mais técnicos e olhar para a historia (verídica), para a forma como é contada, filmada, ouvida, sentida, não ficará nada atrás. Mais palavras serão poucas para vos falar da narrativa de viagem contada antes em livro pelo jornalista Jon Krakauer, e agora transposta para o grande ecrã. Juntemos uma banda sonora perfeita, de Michael Brook, Kaki King e Eddie Vedder, amplamente premiada.  As destacadas interpretações do já referido Emile Hircsh, Hal Holbrook (nomeado pela Academia para Melhor Actor Secundário), Jena Malone e Marcia Gay Harden. E eis um dos maiores momentos cinematográficos dos últimos tempos. Sem dúvida a ver. Já.

Mudou-se do surf e dos filmes, de surf, para a música como quem se muda da casa dos pais para uma própria – nunca definitivamente. Volta-se sempre para buscar qualquer coisa, e na tal casa própria, as regras, os hábitos e a atitude essencial, sao sempre as mesmas. Foi assim, neste estado puro, que a música de Jack Johnson chegou até hoje, altura em que o havaino apresenta ao mundo Sleep Trough the Static. O quinto trabalho, depois de Brushfire Fairytales, On and On, In Between Dreams, e a banda sonora homónima do filme Curious George. Ja passou pelo nosso país duas vezes, e tem encontro marcado connosco para Junho, mais uma vez no Pavilhao Atlântico. Lá estarei, para conferir ao vivo o que em álbum me parece bastante um seguimento do que já conhecemos de Jack. Uma banda sonora perfeita para muitos momentos da nossa vida. Melodias simples, letras muito bem construídas, enfim…Em fórmula de sucesso não se mexe, e parece que Jack Johnson aprendeu bem a lição. A ouvir. Sem pressas.

Escrevo-vos estas linhas do bairro de Maida Vale, em Londres. Sítio onde estive durante a ultima semana, e do qual gostaria de não ter de sair tão cedo. Grandes prédios. Feiras. Lojas (de tudo). História. Gente simpática. Frio. Rio. Pontes. Comida. Portugal é um país fantástico, e quem dele gosta, dificilmente se vê a morar numa cidade como Londres, contudo os atractivos de ser uma das mais desenvolvidas, num dos mais desenvolvidos países do mundo, falam alto. E para os milhares de estrangeiros que a escolheram para viver, estudar, trabalhar, falou bem mais alto. Dou valor à diversidade, à mistura de culturas, e aqui, ora se vê uma mulher tapada dos pés à cabeca com uma burca, ora entramos numa cabine telefónica forrada com anúncios a prostitutas baratas. Na mesma cidade onde se pode visitar uma Red light Street bem ao estilo de Amsterdão, pode-se também ir a Buckingham acenar à Rainha, a Camden, Bricklane, Oxford Street, London Eye, London Bridge (qual das 700?), and so on…A visitar, assim que se possa.

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Written by tinhadeterum

Março 1, 2008 às 7:05 pm

Publicado em Uncategorized

8 Respostas

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  1. Gostei 🙂 Ainda bem que retomaste o blog já meio adormecido.

    marta

    Março 1, 2008 at 8:22 pm

  2. «Renato Duarte diz:
    a proposito, ou n, ve o meu blog
    Renato Duarte diz:
    novo post
    sofia. diz:
    super a proposito claro
    sofia. diz:
    tempo é uma chatice d facto, ms apetece responder c uma frase do pai do director do sol
    sofia. diz:
    qd pgtado p q gostava d ter mais tempo, ele respondeu “tnh smp tempo p td” e dpois o director do sol escreveu uma imensa e idiota cronica sobre isto
    sofia. diz:
    (e o snhor q disse q tinha tempo p td era uma pessoa imptt e atarefada)
    sofia. diz:
    notas positivas: a forma cm dscreves a musica, belo paragrafo, nnc é facil falar sobre o q s ouve
    Renato Duarte diz:
    escreve isso la
    Renato Duarte diz:
    n li c a devia atenção agra
    sofia. diz:
    ms esta aqi, pds ler c tda a atençao do mundo, agr ou dpois»

    mas cedi e deixo aqi o comentario q pediste fosse elaborado, por isso vou acrescentar dados novos:

    momento alto: «E gosto que cada letra diga exactamente o que quis dizer quando a escolhi.»

    gostei de saber que estavas em londres, estás a ficar com os tiques dos cronistas… mas descriçao interessante.

    em qq caso, bom post, é sempre bom ler-te. pára mais por aqi, há sempre tempo p td (é o q dizem as pessoas organizadas).

    sofia

    Março 2, 2008 at 3:22 am

  3. Não vi o Into the Wild, mas só pela tua descrição entusiástica, fiquei com imensa vontade de ver.
    Das poucas músicas que me mostraste do novo álbum do Jack Johnson, gostei muito… (apesar de achar que não gosto do tipo de música dele, cada vez que me mostras um cd fico surpreendida).
    Quanto a Londres… Já dizia Mirah: “Words cannot describe…”. É uma cidade que vale muito a pena, que deixa uma sensação boa no peito e que dá imensa vontade de lá voltar. Por mais que vejamos e conheçamos, há sempre muitttooo mais para ver e conhecer. Faço minhas as tuas palavras: A visitar, assim que se possa.

    Daniela

    Março 2, 2008 at 3:52 am

  4. Não há burcas em Londres.

    hemlock

    Março 2, 2008 at 3:27 pm

  5. Vim agora mesmo (3:27) de ver o Into the Wild. Estou naquela fase pós-filme em que não consigo dizer muito. Mexe comigo, faz-me pensar, fez-me sorrir, deu-me entrelaços no estômago. O texto apaixonou-me, as citações deram-me vontade de ler mais, a iluminação e toda a imagem levaram-me para outro lugar, a música, a história… Vale mesmo a pena. Gostei realmente!

    marta

    Março 3, 2008 at 3:29 am

  6. A actualidade, aos olhos de Renato Duarte…

    Guilho

    Março 4, 2008 at 1:30 am

  7. Sobre Into the Wild: sabes bem q partilho da tua opinião. Para mim, é um filme de uma vida, quase chorei, quase delirei de alegria com o Alexander Supertramp que, para uns, é um ídolo e, para outros, é um egoísta. Quero rever.

    Sobre Jack Johnson: a ver vamos se me convence…

    Sobre Londres: inveja!

    Venham mais sugestões, Renato! 😉

    Débora

    Março 4, 2008 at 8:36 pm

  8. eeeh, o blog do Renato! 😀

    Cate

    Março 5, 2008 at 9:51 pm


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