Só porque toda a gente tem

Vale o que vale e a mais não é obrigado

Archive for Março 2008

Juno

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A banda sonora é a moldura ideal, mais, um dos ingredientes principais desta fascinante história. Cada uma das 19 músicas merecem por inteiro os nossos ouvidos.

“Anyone else but you”

Atenção: Sério risco de se tornar um dos filmes da tua/sua/nossa vida.

“It all started with a chair.”
Juno foi a mulher de Júpiter e é também um filme independente de Jason Reitman, escrito pela ex-stripper Diablo Cody (agora vencedora do Óscar para Melhor Argumento Original). Humor, amor, moral, nas doses perfeitas. Ellen Page, brilhante, a par de Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons e Michael Cera interpretam o afecto, dado, sem obrigações biológicas, que afinal são o que menos importa. Mais do que falar dele, é melhor que vejam e confirmem este brinde à criatividade.

“Vanessa Loring – Your parents are probably wondering where you are.
Juno – Nah… I mean, I’m already pregnant, so what other kind of shenanigans could I get into?”
JENNIFER GARNER (Vanessa Loring) e ELLEN PAGE (Juno)

“Doctors are sadists who like to play God and watch lesser people scream.”
ALLISON JANNEY (Bren)

“I don´t see what anyone can see in anyone else, but you…”

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Written by tinhadeterum

Março 6, 2008 at 9:18 pm

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E tempo…?

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Era bom, aliás, era muito bom que o meu dia tivesse 72 horas. Ou mais. Desde a última vez em que abriram esta pagina e leram alguma coisa de novo ja passou algum, muito, tempo. Porquê? Bom, assuntos não me faltaram. Vi grandes filmes. Ouvi grandes musicas. Fui a grandes sitios. Sítios onde nunca tinha estado.

Pois é meus amigos, mas isto de escrever num sitio destes, pelo menos pra mim, é uma grande responsabilidade. Quando escrevo gosto de ter alguma coisa para dizer. E gosto que cada letra diga exactamente o que quis dizer quando a escolhi.

Tentemos:

Quando vi o filme Into the Wild, de Sean Penn, com Emile Hirsch (aqui: Soberbo), senti o que há muito não sentia numa sala de cinema – um sério arrepio. Se medirmos a qualidade de um filme pela quantidade de tempo em que nele ficamos a pensar, O Lado Selvagem, está entre os melhores de sempre. Se preferirmos ser mais técnicos e olhar para a historia (verídica), para a forma como é contada, filmada, ouvida, sentida, não ficará nada atrás. Mais palavras serão poucas para vos falar da narrativa de viagem contada antes em livro pelo jornalista Jon Krakauer, e agora transposta para o grande ecrã. Juntemos uma banda sonora perfeita, de Michael Brook, Kaki King e Eddie Vedder, amplamente premiada.  As destacadas interpretações do já referido Emile Hircsh, Hal Holbrook (nomeado pela Academia para Melhor Actor Secundário), Jena Malone e Marcia Gay Harden. E eis um dos maiores momentos cinematográficos dos últimos tempos. Sem dúvida a ver. Já.

Mudou-se do surf e dos filmes, de surf, para a música como quem se muda da casa dos pais para uma própria – nunca definitivamente. Volta-se sempre para buscar qualquer coisa, e na tal casa própria, as regras, os hábitos e a atitude essencial, sao sempre as mesmas. Foi assim, neste estado puro, que a música de Jack Johnson chegou até hoje, altura em que o havaino apresenta ao mundo Sleep Trough the Static. O quinto trabalho, depois de Brushfire Fairytales, On and On, In Between Dreams, e a banda sonora homónima do filme Curious George. Ja passou pelo nosso país duas vezes, e tem encontro marcado connosco para Junho, mais uma vez no Pavilhao Atlântico. Lá estarei, para conferir ao vivo o que em álbum me parece bastante um seguimento do que já conhecemos de Jack. Uma banda sonora perfeita para muitos momentos da nossa vida. Melodias simples, letras muito bem construídas, enfim…Em fórmula de sucesso não se mexe, e parece que Jack Johnson aprendeu bem a lição. A ouvir. Sem pressas.

Escrevo-vos estas linhas do bairro de Maida Vale, em Londres. Sítio onde estive durante a ultima semana, e do qual gostaria de não ter de sair tão cedo. Grandes prédios. Feiras. Lojas (de tudo). História. Gente simpática. Frio. Rio. Pontes. Comida. Portugal é um país fantástico, e quem dele gosta, dificilmente se vê a morar numa cidade como Londres, contudo os atractivos de ser uma das mais desenvolvidas, num dos mais desenvolvidos países do mundo, falam alto. E para os milhares de estrangeiros que a escolheram para viver, estudar, trabalhar, falou bem mais alto. Dou valor à diversidade, à mistura de culturas, e aqui, ora se vê uma mulher tapada dos pés à cabeca com uma burca, ora entramos numa cabine telefónica forrada com anúncios a prostitutas baratas. Na mesma cidade onde se pode visitar uma Red light Street bem ao estilo de Amsterdão, pode-se também ir a Buckingham acenar à Rainha, a Camden, Bricklane, Oxford Street, London Eye, London Bridge (qual das 700?), and so on…A visitar, assim que se possa.

Written by tinhadeterum

Março 1, 2008 at 7:05 pm

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